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 JANELA DA ALMA

Título original: JANELA DA ALMA; Ano de produção: 2002; País de Produção: Brasil; Gênero: DOCUMENTARIO; Duração: 73 minutos Sistema de Cor: Colorido; Idioma Original: PORTUGUES – DOLBY DIGITAL 2.0Legenda: FRANCES INGLES
Janela da alma’ apresenta dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual – da discreta à cegueira total – que narram como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. Celebridades como o escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o diretor Wim Wenders, o fotógrafo cego esloveno Evgen Bavcar e o neurologista Oliver Sachs fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão – o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade. ‘Janela da alma’ resulta em uma reflexão emocionada sobre o ato de ‘ver’ – ou não ver – o mundo.

 

 
Click- Controle da Vida...“CLICK”
Em ‘Click’, o estressado workaholic Michael Newman (Adam Sandler) não tem tempo para sua esposa (Kate Beckinsale) e filhos, pois vive tentando impressionar seu mal-agradecido chefe a fim de conseguir uma merecida promoção. Então, ao conhecer Morty (Christopher Walken), um vendedor maluco, ele encontra a resposta para suas orações: um controle remoto mágico que lhe permite contornar pequenas distrações cotidianas com resultados progressivamente desastrosos. Mas quando utiliza demais o aparelho, deixando mudo, pulando cenas e voltando outras com sua família e amigos, o controle gradualmente toma conta de sua vida e começa a programá-lo nesta agitada e engraçada comédia totalmente fora de controle.

 

“Billy Elliot”, de Stephen Daldry (2000)

Billy Elliot (interpretado por Jamie Bell) é um menino de onze anos, filho de mineiro de carvão do norte da Inglaterra, que, em plena greve dos mineiros de 1984, decide ter aulas de ballet com a Sra. Wilkinson (Julie Walters). Billy se escondendo do pai viúvo e do irmão, ambos participantes ativos do movimento grevista. Mas logo seu segredo vem a tona e suas esperanças são barradas. Entretanto a paixão de Billy pela dança e seu talento são reconhecidos pelo pai que o leva a inscrever-se no Royal Ballet em Londres. O filme de Daldry busca exprimir de forma alegórica a transição de uma época histórica para outra (este é, por exemplo, o mesmo tema de The Full Monty, de Peter Cattaneo, realizado em 1997 e que utilizou o mote da flexibilização do corpo para traduzir as novas disposições de subjetivação do capital pós-fordista). Billy é o contraste pessoal de seu irmão mais velho, Tony Elliot – enquanto ele é mineiro e sindicalista, vinculado à sociedade industrial de velho tipo, das minas de carvão e da indústria de chaminé; Billy, por outro lado, é o jovem talentoso e sensivel, entusiasmado pela arte do ballet, cujas qualidades pessoais (e a escolha profissional) estão ligadas à denominada “sociedade pós-industrial de serviços”. No decorrer da década de 1980, o choque neoliberal de Margaret Thatcher no Reino Unido implicou a construção sócio-pessoal, no plano ideológico-valorativo, de um novo homem (e uma nova sensibilidade) pós-fordista vinculado às demandas das novas formas de exploração do capital, ligado à atividade de serviço. O que The Full Monty e Billy Elliot buscam expressar é que o neoliberalismo é muito mais do que uma política de gestão do Estado capitalista; é também um novo modo de vida (e de sensibilidade) social que busca descontruir uma determinada forma histórica de luta de classes. A força da ideologia individualista, onde o sucesso pessoal está ligado a talentos individuais, e não a movimentos coletivos, é flagrante em Billy Elliot, mais do que em The Full Monty, que mantém ainda, de certo modo, uma perspectiva de empreendimento coletivo. Na foto acima, Billy vislumbra o horizonte, tendo ao fundo o outdoor que conclama mineiros para greve na Inglaterra thatherista. Fonte: http://www.telacritica.org/letraB.htm#billy


O Efeito Borboleta”, de Eric Bress /J. Mackye Gruber (2004)

Evan Treborn, interpretado por Ashton Kutcher, é um jovem que tentando superar traumas de infância, busca recuperar suas memórias através da leitura de seu diário. Consegue desenvolver uma técnica mental para voltar ao passado, como criança, buscando alterar os acontecimentos traumáticos. Mas descobre que, ao alterar pequenos detalhes do seu passado, provoca drásticas mudanças no tempo presente. Suspense que utiliza o típico mote de volta para o passado. Só que, nesse caso, o que propicia a viagem fantástica para o passado não é nenhuma máquina do tempo, mas sim, dotes mentais extraordinários do personagem principal. Utilizando-se da teoria do caos, busca construir uma narrativa lógica, embora inverossímil. A temporalidade do capital é uma temporalidade fragmentária. As narrativas de volta para o passado são expressões estéticas fantásticas desta estrutura de sociabilidade do capital. A fantasia da volta para o passado tende a expressar, de certo modo, o anseio de controle sobre nossa vida pessoal (o que é difícil na sociedade do capital, baseada na constante despersonalizaçãodas individualidades humano-genéricas). A agudização do estranhamento, e dofetichismo, tende a impulsionar o gosto estético pelas narrativas fantásticas. The Butterfly Effect leva a extremos a fantasia de volta ao passado, adotando certo viés subjetivista em sua lógica narrativa (talvez, incorporando o fascinio pelas ciências cognitivas ou neurociências). No filme, não existe nenhum cientista louco ou qualquermáquina do tempo. São tão-somente os dons mentais sobrenaturais do personagem principal, que, ao alterar detalhes de sua vida pessoal, altera toda sua cadeia de relações pessoais. Além disso, busca expor, através desta trama narativa fantástica, a lógica dateoria do caos. Fonte: http://www.telacritica.org/letraE.htm
 

“Gattaca – A Experiência Genética”, de Andrew Niccol (1997)

Ficção-científica do mesmo diretor de Simone (Andrew Niccol). Num futuro, no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Vincent Freeman (Ethan Hawke), um “inválido” que sonha viajar para o espáoc sideral, consegue ter acesso à corporação Gattaca ao incoporar a identidade de Jerome Mostow. O tema candente é a engenharia gené’tica à serviço da discriminação social. Ao ser utilizad como forma de controle social, a engenharia genética e suas técnicas de manipulação do código da vida, aprofunda as determinações de classe social, criando novas clivagens sociais. Ao dominar a Natureza, sob o sistema do capital, a burguesia tende a aprofundar mais ainda a dominação e exploracão da classe subalterna. Na sociedade de Gattaca não existem mais acasos, as técnicas de controle genético e eugenia determinam tudo. Só não conseguem evitar a ambição e a corrupção (como se evidencia no assassinato do diretor da missão espacial para Júpiter em Gattaca). Para análise crítica do filme, http://www.telacritica.org/letraG.htm

 

“O Homem-Elefante”, de David Lynch (1980)
John Merrick é um homem que nasceu com uma deformidade física, em decorrencia da neurofibromatose múltipla. Como um monstro espetacular, é explorado como atração circense na Londres do século XIX. Ao descobri-lo, o médico Frederick Treves (Anthony Hopkins), o leva para um hospital e descobre que Merrick é uma pessoa sensível ao extremo, com alta capacidade intelectual e emocional. O Dr. Treves e uma atriz de sucesso, Sra. Kendal buscam recuperar sua dignidade e dar-lhe auto-estima. Entretanto, apesar de resgatado, John Merrick tornasse, mais uma vez, atração de curiosidade para a high society londrina. Baseado em fato verídico, David Lynch faz uma parábola sobre o preconceito social diante do estranho. No caso, um homem deformado por uma terrível doença que o torna um estranho monstruoso. Tanto a classe proletária, quanto a aristocracia inglesa, demonstram, ao mesmo tempo, espanto e fascinação diante domonstro espetacular, buscando, deste modo, explora-lo (como meio de ganho monetário), ou ainda utiliza-lo para redimir seu sentimento de culpa. Em The Elefant Man, o que é perceptível são as diferentes reações de classe diante do homem deformado: os miseráveis demonstram espanto, ganância e frieza, talvez vendo no “homem-elefante” sua própria deformidade moral e social; por outro lado, a elite vitoriana, demonstra para com ele, seu reconhecimento e generosidade, talvez utilizando-o para elaborar, em seu insconsciente social, a mea culpa diante das misérias do capitalismo vitoriano. Neste drama social, é através da “monstruosidade” que as classes sociais se refletem, expressando nele, sua auto-imagem.Fonte: http://www.telacritica.org/letraH.htm

Sociologia

download-1 (1)A cor púrpura

Em 1906, em uma pequena cidade da Georgia, sul dos Estados Unidos, a quase adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, torna-se mãe de duas crianças. Separada dos filhos, Celie (Whoopi Goldberg, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz por este filme em 1985), é doada à Mister (Danny Glover, de Máquina Mortífera), que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza em carta. Baseado no livro de Alice Walker, A Cor Púrpura recebeu 11 indicações ao Oscar em 1985 e já é considerado um clássico do cinema. Ao recriar 40 anos de crises emocionais na vida de vários personagens, o diretor Steven Spielberg ( O Império do Sol) fez o filme mais desafiante de sua carreira, capaz de despertar fúria, risos e lágrimas.O filme foi baseado no livro homônimo da ecritora estado-unidense Alice Walker. O livro foi publicado em 1982, ganhou o prêmio Pulitzer em 1983 e o American Book Award, e foi filmado por Steven Spielberg em 1985.Celie é uma menina negra que vive com sua família, os pais adotivos e uma irmã mais nova (Nettie), em uma área rural da Geórgia, nos Estados Unidos, no início do século XX. Ela é violentada pelo pai, de quem tem dois filhos, um menino e uma menina. Entretanto, assim que eles nascem, são entregues a um casal de missionários que não pode ter filhos. Aos catorze anos, Celie é dada em casamento a um viúvo da comunidade que precisa de alguém para cuidar de sua casa e de seus três filhos. Ela é humilhada pelo marido e por seus filhos, como era por seu pai.
 

Capa do Filme CIDADE de DEUS

CIDADE de DEUS

Buscapé, jovem negro, fotógrafo do Jornal do Brasil, morador da favela Cidade de Deus, narra a evolução desta favela do Rio de Janeiro, através da trajetória de Dadinho, depoisZé Pequeno e seus comparsas. Das origens na década de 1960, com o surgimento da primeira gang de assaltantes, até primórdios dos anos de 1980, onde o grande negócio é boca de fumo e narcotráfico, acompanhamos o desenvolvimento da marginalia da favela Cidade de Deus. Na ótica de Meirelles, crianças e jovens marginais são bandidos quasepor natureza, jogados no mundo e destinados à morte (observe-se a construção da personalidade cruel e sádica de Zé Pequeno, desde criança). Por outro lado, é perceptível a ausência do Estado político, que só aparece para reprimir ou corromper. Apesar de estar no município do Rio de Janeiro, a favela Cidade de Deus é, em si, um pequeno mundo, mundo de barbárie, imerso num estado de natureza. É claro que é local de moradia de trabalhadores pobres da cidade do Rio de Janeiro (por exemplo, Mane Galinha era cobrador de ônibus). Mas o que o filme expõe é um universo infernal de dissolução social assolado pela pobreza. Por outro lado, são perceptíveis formas de sociabilização e de resistência cultural ainda que bastante precárias (por exemplo, em fins dos anos 1960, o entretenimentos para jovens, crianças e adolescentes da Cidade de Deus eram as peladas de futebol de areia e mergulho no riacho; com a expansão urbana degradada, no decorrer dos anos 1970, os únicos espaços de sociabilidade parecem ser os bailes populares). Na verdade, a sociabilidade se degrada na mesma medida da degradação do espaço urbano. O filme Cidade de Deus nos apresenta quase trinta de historia do Brasil, visto através do mundo da favela. É importante apreendermos a constituição do espaço de barbárie social pelo pelo próprio Estado capitalista periferico em crise estrutural. Na verdade, a favela torna-se gueto social, fértil para os negócios escusos da droga. O filme tende a apresentar cenas fortes da criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro, verdadeira guerra civil, a neoguerrilha urbana dos anos 1980 até nossos dias. Embora evite apresentar o espetáculo da violência urbana, sua intensidade não deixa de impressionar e entreter o público, paralisando a reflexão critica sobre a crua realidade social brasileira. De qualquer modo, o filme possui interessantes detalhes que podem propiciar um longo (e primoroso) debate sobre a degradação social das metrópoles brasileiros nos últimos trinta anos. Fonte: http://www.telacritica.org/letraC.htm


“Fahrenheit” 9/11, de Michael Moore (2004)

Documentário político sobre como o Governo Bush se aproveitou dos atentados terroristas de 11/09 nos EUA para consolidar sua estratégia de negócio (a da familia Bush) e de poder imperialista (o dos EUA). Moore nos apresenta os vínculos de longa data dos Bush com a clã Bin Laden e a Arábia Saudita, que investiu, só nas últimas décadas, cerca de US$ 860 bilhões nos EUA; o Decreto Patriota, que atingiu as liberdades civis nos EUA a título de deter a ameaça terrorista; a cultura do medo, a invasão do Iraque, as oportunidades de negócios (com destaque para a empresa Halliburton), o recrutamento de jovens desempregados, a barbárie da guerra e a dor das perdas com soldados mortos. O documentário de Moore disseca, de forma quase didática, os vínculos entre poder político imperialista e interesses de negócios das corporações industrial-militar (mediado, é claro, pelos interesses da família Bush). Na verdade, torna-se claro neste documentário de Moore que a família Bush se apropriou do Estado para defender seus interesses particularistas. Os limites de Fahrenheit 9/11 é seu viés planfetário – panfleto do Partido Democrata. Sua crítica do sistema de poder imperialista nos EUA é bastante limitada, tendo em vista que não salienta que não são apenas os Republicanos que se apropriam do Estado político para a defesa de seus interesses familiares e de classe, mas inclusive os Democratas (que apoiaram, por exemplo, a invasão do Iraque). Enfim, talvez Bush seja apenas o lado mais décrepito de um sistema apodrecido do poder mundial do capital, que dilacera não apenas os EUA mas todo o mundo com sua sanha imperialista. Na foto acima, a perene expressão de G.W. Bush às 9: 05 A.M. do dia 11 de setembro de 2001, exato momento do ataque terrorista ao World Trade Center em Nova York. O que estaria passando por aquela cabeça? Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm

 

A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de Tim Burton

Um excêntrico capitalista, proprietário da fábrica de chocolate Willy Wonka, interpretado por Johnny Deep, promove concurso internacional para escolher aqueles que vão fazer um tour em sua fantástica fábrica. Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie Bucket, encontram os bilhetes dourados em barras do chocolate Wonka e ganham a visita. Maravilhado com tudo o que vê, Charlie fica fascinado pelo mundo fantástico de Wonka. Na verdade, o capitalista, imerso em conflitos íntimos e traumas de infância, almeja escolher seu sucessor. Refilmagem do filme de Mel Stuart, de 1971, baseado na obra “Charlie and the Chocolate Factory”, de Roald Dahl. . No filme de Tim Burton, com seu estilo gótico, expressando um universo sombrio e espetacular, Charlie e a família Bucket parecem uma abstração. Representam a típica família proletária, que preservam ainda valores de sociabilidade tradicional. O pai de Charles é um ex-operário, desempregado em virtude de inovações tecnológicas no seu local de trabalho. No filme de Burton o destaque à condição operária, vítima do desemprego estrutural é interessante (o que não havia no filme de Stuart). Todos os Bucket moram num pequeno barraco incrustado no centro da cidade. A presença no lar dos Bucket de todos os avós de Charlie prefigura a preservação de laços afetivos com o passado. Na verdade, o jovem Charlie está ainda imersa no mundo tradicional, onde o que prevalece são os verdadeiros laços de família tradicional. Por outro lado, as outras crianças – Augustus, Veruca, Violet e Mike, estão imersos no mundo do fetichismo da mercadoria. Ao tratar do mundo das crianças, Dahl (e Burton) buscam apresentar as contradições candentes do nexo sócio-reprodutivos da sociedade do capital. Numa situação de crise estrutural, a partir de meados da década de 1970, o universo problemático das crianças, como prefiguração da reprodução social, é deveras pertinente. Afinal, as crianças representam o futuro do sistema social. O que presenciamos em Charlie and the Chocolate Factory são crianças pervertidas pelos valores da “sociedade do espetáculo”, onde vigora o egoísmo perverso, a possessividade das coisas, do consumismo e da gulodice. Cada criança contemplada pelos cupom Wonka prefigura uma degradação da personalidade infantil pelo fetichismo do capital, com exceção de Charlie. O aclamado diretor Tim Burton traz seu estilo extremamente gótico-criativo ao livro clássico de Roald Dahl. Existem diferenças sutis em relação à primeira versão de Mel Stuart, de 1967. Por exemplo, no filme de Stuart, o jovem Charlie vai à escola (o que supõe destacar ainda uma perspectiva de integração possivel à ordem do capital para a classe proletária através da educação escolar). Na versão de Tim Burton, a pobreza dos Bucket parece ser mais dilacerante do que aquela mostrada por Mel Stuart. Outro detalhe interessante é que, na nova versão de 2005, as relações entre o capitalista James Salt, pai de Veruka Salt, e os operários da sua fábrica, que procuram, para sua filha Veruka, os cupons Wonka é pautada pela aguda desconfiança (o que não havia na versão de Mel Stuart). O que pode sugerir a degradação das relações de trabalho nos últimos trinta anos de crise estrutural do capital. Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm

 

“Farrapo Humano”, de Billy Wilder (1945)

Don Birman, interpretado por Ray Milland, é um escritor frustrado com a carreira que se afunda no vicio do alcoolismo, buscando afogar suas desilusões profissionais. Seu irmão, Wick e sua namorada, Helen St.James, interpretada por jane Wyman, jovem editora de revista bem-sucedida, buscam ajudá-lo, afastando-o da bebida, mas sem sucesso. The Lost Weekend, ganhou 4 Oscar e teve roteiro de Charles Brackett e Billy Wilder, baseado em livro de Charles R. Jackson. O jovem escritor Don Birmann sente, em 1945, os constrangimentos do American Way of Life, onde o ritual do sucesso introjeta nas personalidades incapazes de cumprir os ditames do princípio do desempenho, um agudo sentimento de culpa, que se traduz em auto-destrutividade. É que acompanhamos em The Lost Weekend: a odisséia da auto-destrutividade de um homem pelo alcoolismo, incapaz de lidar com sua barbárie interior, sua fraqueza intima diante dos constrangimentos do sucesso.

Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm

 

“Gattaca – A Experiência Genética”, de Andrew Niccol (1997)

Ficção-científica do mesmo diretor de Simone (Andrew Niccol). Num futuro, no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Vincent Freeman (Ethan Hawke), um “inválido” que sonha viajar para o espáoc sideral, consegue ter acesso à corporação Gattaca ao incoporar a identidade de Jerome Mostow. O tema candente é a engenharia gené’tica à serviço da discriminação social. Ao ser utilizad como forma de controle social, a engenharia genética e suas técnicas de manipulação do código da vida, aprofunda as determinações de classe social, criando novas clivagens sociais. Ao dominar a Natureza, sob o sistema do capital, a burguesia tende a aprofundar mais ainda a dominação e exploracão da classe subalterna. Na sociedade de Gattaca não existem mais acasos, as técnicas de controle genético e eugenia determinam tudo. Só não conseguem evitar a ambição e a corrupção (como se evidencia no assassinato do diretor da missão espacial para Júpiter em Gattaca). Para análise crítica do filme, Fonte: http://www.telacritica.org/letraG.htm

 

O Terminal” , de Steven Spielberg (2004)

Viktor Navorski (interpretado por Tom Hanks) é um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a Nova York, quando seu país sofre um golpe de Estado, o que invalida seu passaporte. Ao chegar ao Aeroporto JFK, em Nova York, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram fechadas após o golpe, ele passa a improvisar seus dias e noites no próprio Aeroporto, à espera que a situação se resolva, descobrindo o complexo mundo do terminal onde está preso. The Terminal é uma crítica sutil ao Sistema que oprime o homem comum, imerso em sonhos e ideais, como é o caso de Viktor, isolado entre a crise política em seu País e a burocracia da Alfândega dos EUA (um detalhe: Viktor viaja para os EUA apenas para cumprir uma promessa, feita ao pai falecido, de conseguir a assinatura de um jazzista famoso). Nos interstícios da “máquina do mundo”, Spielberg busca, com humor, apresentar pessoas simples, imigrantes clandestinos, migrantes do Leste Europeu, proletários, resignados, mas solidários; homens e mulheres criativos, de anseios nobres, embora iludidos, e sempre dispostos a cultivar esperança. No bom estilo de Hollywood, Spielberg nos diz que, homens maus existem, mas são meras exceções; o Sistema tem seu lado bom e a integridade pessoal é possível. Fonte: http://www.telacritica.org/letraT.htm

 

Ou Tudo Ou Nada”, de Peter Cattaneo (1997)

Numa pequena cidade industrial inglesa, seis operários desempregados decidem montar um show de strip-tease para mulheres, buscando conseguir algum dinheiro. Comédia dramática que aborda o drama de desempregados que buscam um novo sentido de vida e de trabalho. Os operários desempregados, ao se assumirem como stripers, passam a dar um novo sentido ao corpo, objeto de predação rígida das imposições fordistas-tayloristas. A dança, ao ritmo da dance music, tal como em Flash Dance, parece ser um mote para flexibilizar a corporalidade viva, adequando-a as novas imposições toyotistas, da subjetividade flexível, disposta a acompanhar os novos ritmos da produção capitalista. Ao se despirem, os operários desempregados representam um renascimento interior para um novo estilo de vida. O título original, Full Monty, significa literalmente “pelados”: os ex-operários desempregados estão não apenas literalmente nus de corpo, mas despidos de perspectivas existenciais. Mesmo se soltando, adequando-se aos novos tempos pós-fordistas, eles estão tão rigidos quanto antes – parecem continuar desempregados. Estão inempregáveis no muno do capital. Apesar da humor, a situação de Full Monty é de tragédia social. Mesmo após o show de stripers, permanece o vazio de perspectivas de trabalho. Na verdade, sob o toyotismo, o corpo é parte da subjetividade “capturada”. A nova lógica da organização capitalista “aproxima” corpo e mente, buscando “liberar” suas disposições participativas. O trabalhador assalariado deve ser tão flexível em seu corpo, quanto em suas habilidades cognitivo-comportamentais. Entretanto, a rigidez do capital, nesse caso, não deixa de ser ineliminável. Eles continuam desempregados, incapazes de uma vida plena de sentido. Fonte: http://www.telacritica.org/letraO.htm#tudo

 

“Mar Adentro”, de Alejandro Amenábar (2004)

Ramón Sampedro, interpretado por Javier Bardem, é um homem nascido numa pequena vila de pescadores da Galicia, que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a justiça, a igreja e até mesmo seus familiares. A chegada de duas mulheres alterará seu mundo: Julia (Belén Rueda), a advogada que quer apoiar sua luta e Rosa (Lola Dueñas), uma vizinha do povoado que tentará convencer-lhe de que viver vale a pena. Ele sabe que só a pessoa que o ama de verdade será aquela que vai lhe ajudar a realizar essa última viagem. Após 28 anos deitado e dependendo de todos à sua volta para tudo, ele chama uma advogada para tentar conseguir legalmente o direito de cometer eutanásia. Filme de tese em defesa da eutanásia. De certo modo, Mar adentro é uma visão da morte a partir da vida. Enfim, a vida não é um valor absoluto. Por outro lado, o filme nos mostra diferentes maneiras de conceber o amor. Por exemplo, vemos a história de Ramón através das diferentes mulheres que rodeiam sua cama. Primeiro, o amor protetor que se estabelece com Rosa, porque ela e outras mulheres vinham lhe contar seus problemas. Depois, com Julia, percebemos uma conexão intelectual; compartilham preocupações similares e concepções totalmente distintas da vida e da morte. Outro é a relação pai-filho que estabelece com seu sobrinho. Também é muito importante a relação de amor e desentendimento fraternal que Ramón e José mantêm. E a relação com sua cunhada, de absoluta cumplicidade, maternal, onde as palavras são quase desnecessárias porque se entendem com um olhar. Além disso, Mar adentro é um dos versos de um poema de Ramón. Há um momento no filme onde Ramón diz que o mar lhe deu a vida e o mar a tirou, porque foi onde ocorreu o acidente. O mar é, também, a sensação de escape. É essa linha do horizonte que nunca se acaba, que representa o infinito. No ápice de seu desenvolvimento civilizatório e do seu complexo de mediações sociais, o homem parece ser o único animal capaz de justificar a morte a partir da vida. Fonte: http://www.telacritica.org/letraM.htm

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