Filmes

FILOSOFIA 

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JANELA DA ALMA

‘Janela da alma’ apresenta dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual – da discreta à cegueira total – que narram como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. Celebridades como o escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o diretor Wim Wenders, o fotógrafo cego esloveno Evgen Bavcar e o neurologista Oliver Sachs fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão – o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade. ‘Janela da alma’ resulta em uma reflexão emocionada sobre o ato de ‘ver’ – ou não ver – o mundo.

CLICK
Em ‘Click’, o estressado workaholic Michael Newman (Adam Sandler) não tem tempo para sua esposa (Kate Beckinsale) e filhos, pois vive tentando impressionar seu mal-agradecido chefe a fim de conseguir uma merecida promoção. Então, ao conhecer Morty (Christopher Walken), um vendedor maluco, ele encontra a resposta para suas orações: um controle remoto mágico que lhe permite contornar pequenas distrações cotidianas com resultados progressivamente desastrosos. Mas quando utiliza demais o aparelho, deixando mudo, pulando cenas e voltando outras com sua família e amigos, o controle gradualmente toma conta de sua vida e começa a programá-lo nesta agitada e engraçada comédia totalmente fora de controle.

“O EFEITO BORBOLETA

Evan Treborn, interpretado por Ashton Kutcher, é um jovem que tentando superar traumas de infância, busca recuperar suas memórias através da leitura de seu diário. Consegue desenvolver uma técnica mental para voltar ao passado, como criança, buscando alterar os acontecimentos traumáticos. Utilizando-se da teoria do caos, busca construir uma narrativa lógica, embora inverossímil. The Butterfly Effect leva a extremos a fantasia de volta ao passado, adotando certo viés subjetivista em sua lógica narrativa (talvez, incorporando o fascínio pelas ciências cognitivas ou neurociências). Além disso, busca expor, através desta trama narrativa fantástica, a lógica da teoria do caos. Fonte: http://www.telacritica.org/letraE.htm

“GATTACA – A EXPERIÊNCIA GENÉTICA”

Num futuro, no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, pessoas concebidas biologicamente são consideradas “inválidas”. Vincent Freeman (Ethan Hawke), um “inválido” que sonha viajar para o espaço sideral, consegue ter acesso à corporação Gattaca ao incorporar a identidade de Jerome Mostow. O tema candente é a engenharia genética à serviço da discriminação social. Ao ser utilizado como forma de controle social, a engenharia genética e suas técnicas de manipulação do código da vida, aprofunda as determinações de classe social, criando novas clivagens sociais. Ao dominar a Natureza, sob o sistema do capital, a burguesia tende a aprofundar mais ainda a dominação e exploração da classe subalterna. Na sociedade de Gattaca não existem mais acasos, as técnicas de controle genético e eugenia determinam tudo. Só não conseguem evitar a ambição e a corrupção (como se evidencia no assassinato do diretor da missão espacial para Júpiter em Gattaca). Para análise crítica do filme, http://www.telacritica.org/letraG.htm 

O HOMEM ELEFANTE
John Merrick é um homem que nasceu com uma deformidade física, em decorrencia da neurofibromatose múltipla. Como um monstro espetacular, é explorado como atração circense na Londres do século XIX. Ao descobri-lo, o médico Frederick Treves (Anthony Hopkins), o leva para um hospital e descobre que Merrick é uma pessoa sensível ao extremo, com alta capacidade intelectual e emocional. O Dr. Treves e uma atriz de sucesso, Sra. Kendal buscam recuperar sua dignidade e dar-lhe auto-estima. Entretanto, apesar de resgatado, John Merrick tornasse, mais uma vez, atração de curiosidade para a high society londrina. Baseado em fato verídico, David Lynch faz uma parábola sobre o preconceito social diante do estranho. Neste drama social, é através da “monstruosidade” que as classes sociais se refletem, expressando nele, sua auto-imagem.Fonte: http://www.telacritica.org/letraH.htm

BILLY ELLIOT

Billy Elliot (interpretado por Jamie Bell) é um menino de onze anos, filho de mineiro de carvão do norte da Inglaterra, que, em plena greve dos mineiros de 1984, decide ter aulas de ballet com a Sra. Wilkinson (Julie Walters). O filme de Daldry busca exprimir de forma alegórica a transição de uma época histórica para outra. Billy é o contraste pessoal de seu irmão mais velho, Tony Elliot – enquanto ele é mineiro e sindicalista, vinculado à sociedade industrial de velho tipo, das minas de carvão e da indústria de chaminé; Billy, por outro lado, é o jovem talentoso e sensivel, entusiasmado pela arte do ballet, cujas qualidades pessoais (e a escolha profissional) estão ligadas à denominada “sociedade pós-industrial de serviços”.  O que Billy Elliot busca expressar é que o neoliberalismo é muito mais do que uma política de gestão do Estado capitalista; é também um novo modo de vida (e de sensibilidade) social que busca descontruir uma determinada forma histórica de luta de classes. Fonte: http://www.telacritica.org/letraB.htm#billy

SOCIOLOGIA

 

A COR PÚRPURA

Em 1906, em uma pequena cidade da Georgia, sul dos Estados Unidos, a quase adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, torna-se mãe de duas crianças. Separada dos filhos, Celie (Whoopi Goldberg) é doada à Mister (Danny Glover), que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza em carta. Baseado no livro de Alice Walker, A Cor Púrpura é considerado um clássico do cinema. Ao recriar 40 anos de crises emocionais na vida de vários personagens, o diretor Steven Spielberg ( O Império do Sol) fez o filme mais desafiante de sua carreira, capaz de despertar fúria, risos e lágrimas.

CIDADE de DEUS

Buscapé, jovem negro, fotógrafo do Jornal do Brasil, morador da favela Cidade de Deus, narra a evolução desta favela do Rio de Janeiro, através da trajetória de Dadinho, depois Zé Pequeno e seus comparsas. Das origens na década de 1960, com o surgimento da primeira gang de assaltantes, até primórdios dos anos de 1980, onde o grande negócio é boca de fumo e narcotráfico, acompanhamos o desenvolvimento da marginalidade da favela Cidade de Deus. O filme tende a apresentar cenas fortes da criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro, verdadeira guerra civil, a neoguerrilha urbana dos anos 1980 até nossos dias. De qualquer modo, o filme possui interessantes detalhes que podem propiciar um longo (e primoroso) debate sobre a degradação social das metrópoles brasileiros nos últimos trinta anos. Fonte: http://www.telacritica.org/letraC.htm

“FAHRENHEIT 9/11”

Documentário político sobre como o Governo Bush se aproveitou dos atentados terroristas de 11/09 nos EUA para consolidar sua estratégia de negócio (a da familia Bush) e de poder imperialista (o dos EUA). Moore nos apresenta os vínculos de longa data dos Bush com a clã Bin Laden e a Arábia Saudita, que investiu, só nas últimas décadas, cerca de US$ 860 bilhões nos EUA. O documentário de Moore disseca, de forma quase didática, os vínculos entre poder político imperialista e interesses de negócios das corporações industrial-militar.Sua crítica do sistema de poder imperialista nos EUA é bastante limitada, tendo em vista que não salienta que não são apenas os Republicanos que se apropriam do Estado político para a defesa de seus interesses familiares e de classe, mas inclusive os Democratas (que apoiaram, por exemplo, a invasão do Iraque).  Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm 

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”

Um excêntrico capitalista, proprietário da fábrica de chocolate Willy Wonka, interpretado por Johnny Deep, promove concurso internacional para escolher aqueles que vão fazer um tour em sua fantástica fábrica. Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie Bucket, encontram os bilhetes dourados em barras do chocolate Wonka e ganham a visita. No filme de Burton o destaque à condição operária, vítima do desemprego estrutural é interessante. Ao tratar do mundo das crianças, Dahl (e Burton) buscam apresentar as contradições candentes do nexo sócio-reprodutivos da sociedade do capital. Numa situação de crise estrutural, a partir de meados da década de 1970, o universo problemático das crianças, como prefiguração da reprodução social, é deveras pertinente. Afinal, as crianças representam o futuro do sistema social. O que presenciamos em Charlie and the Chocolate Factory são crianças pervertidas pelos valores da “sociedade do espetáculo”, onde vigora o egoísmo perverso, a possessividade das coisas, do consumismo e da gulodice.  Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm 

“FARRAPO HUMANO”

Don Birman, interpretado por Ray Milland, é um escritor frustrado com a carreira que se afunda no vicio do alcoolismo, buscando afogar suas desilusões profissionais. Seu irmão, Wick e sua namorada, Helen St.James, interpretada por jane Wyman, jovem editora de revista bem-sucedida, buscam ajudá-lo, afastando-o da bebida, mas sem sucesso. The Lost Weekend, ganhou 4 Oscar e teve roteiro de Charles Brackett e Billy Wilder, baseado em livro de Charles R. Jackson. O jovem escritor Don Birmann sente, em 1945, os constrangimentos do American Way of Life, onde o ritual do sucesso introjeta nas personalidades incapazes de cumprir os ditames do princípio do desempenho, um agudo sentimento de culpa, que se traduz em auto-destrutividade. É que acompanhamos em The Lost Weekend: a odisséia da auto-destrutividade de um homem pelo alcoolismo, incapaz de lidar com sua barbárie interior, sua fraqueza intima diante dos constrangimentos do sucesso. Fonte: http://www.telacritica.org/letraF.htm  

O TERMINAL” 

Viktor Navorski (interpretado por Tom Hanks) é um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a Nova York, quando seu país sofre um golpe de Estado, o que invalida seu passaporte. Ao chegar ao Aeroporto JFK, em Nova York, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram fechadas após o golpe, ele passa a improvisar seus dias e noites no próprio Aeroporto, à espera que a situação se resolva, descobrindo o complexo mundo do terminal onde está preso. The Terminal é uma crítica sutil ao Sistema que oprime o homem comum, imerso em sonhos e ideais, como é o caso de Viktor, isolado entre a crise política em seu País e a burocracia da Alfândega dos EUA. Nos interstícios da “máquina do mundo”, Spielberg busca, com humor, apresentar pessoas simples, imigrantes clandestinos, migrantes do Leste Europeu, proletários, resignados, mas solidários; homens e mulheres criativos, de anseios nobres, embora iludidos, e sempre dispostos a cultivar esperança. Fonte: http://www.telacritica.org/letraT.htm 

“OU TUDO OU NADA”

Numa pequena cidade industrial inglesa, seis operários desempregados decidem montar um show de strip-tease para mulheres, buscando conseguir algum dinheiro. Comédia dramática que aborda o drama de desempregados que buscam um novo sentido de vida e de trabalho. Os operários desempregados, ao se assumirem como stripers, passam a dar um novo sentido ao corpo, objeto de predação rígida das imposições fordistas-tayloristas.  O título original, Full Monty, significa literalmente “pelados”: os ex-operários desempregados estão não apenas literalmente nus de corpo, mas despidos de perspectivas existenciais. O trabalhador assalariado deve ser tão flexível em seu corpo, quanto em suas habilidades cognitivo-comportamentais. Entretanto, a rigidez do capital, nesse caso, não deixa de ser ineliminável. Eles continuam desempregados, incapazes de uma vida plena de sentido. Fonte: http://www.telacritica.org/letraO.htm#tudo 

“MAR ADENTRO”

Ramón Sampedro, interpretado por Javier Bardem, é um homem nascido numa pequena vila de pescadores da Galicia, que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a justiça, a igreja e até mesmo seus familiares. A chegada de duas mulheres alterará seu mundo: Julia (Belén Rueda), a advogada que quer apoiar sua luta e Rosa (Lola Dueñas), uma vizinha do povoado que tentará convencer-lhe de que viver vale a pena. No ápice de seu desenvolvimento civilizatório e do seu complexo de mediações sociais, o homem parece ser o único animal capaz de justificar a morte a partir da vida. Fonte: http://www.telacritica.org/letraM.htm

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